Adoção de pets
Beatriz Almeida
Beatriz Almeida
| 30-04-2026
Equipe de Animais · Equipe de Animais
Adoção de pets
A adoção de cães e gatos no Brasil segue um padrão bem definido: a maior parte acontece de forma direta, sem intermediação de instituições.
Segundo pesquisa da GoldeN em parceria com a Opinion Box, 8 em cada 10 pets adotados no país chegam aos lares por meio de resgates feitos pelo próprio responsável ou por indicação de amigos e familiares.
O estudo revela que 34% dos animais foram retirados das ruas pelos próprios adotantes, enquanto 46% vieram da rede de contatos.
Já a participação de ONGs e abrigos ainda é limitada: apenas 18% das adoções passam por essas instituições, sendo 9% por ONGs e 9% por abrigos.

A predominância dos vira-latas nos lares brasileiros

A pesquisa também confirma uma característica marcante do perfil dos pets no país: a forte presença dos animais sem raça definida (SRD). Entre os gatos, eles representam 75% dos casos. Já entre os cães, lideram com 28%.
Apesar disso, o preconceito ainda é um obstáculo. Cerca de 60% dos entrevistados acreditam que existe discriminação contra vira-latas.
Em contrapartida, há uma percepção positiva: 86% defendem que a adoção desses animais deve ser mais incentivada.

Dia Mundial do Animal de Rua reforça a urgência do tema

Os dados foram divulgados em 4 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial do Animal de Rua — um momento importante para ampliar o debate sobre adoção responsável.
A urgência é evidente: o Brasil tem cerca de 30 milhões de cães e gatos abandonados, segundo estimativas da OMS.
O cenário reforça a necessidade de ampliar a visibilidade de ONGs e abrigos, que ainda têm papel secundário nas adoções.
Na edição anterior da pesquisa, esse índice era de 21%, mostrando uma leve queda na participação dessas instituições.

Desafios da adoção responsável vão além do resgate

Adotar é apenas o primeiro passo. A permanência do animal no novo lar depende de uma série de fatores que ainda representam desafios para muitos responsáveis.
Entre os principais motivos para devolução estão:
- problemas financeiros (48%);
- dificuldades com o comportamento do animal (39%).
A pesquisa também evidencia diferenças entre gerações. Pessoas mais jovens (18 a 29 anos) apontam a instabilidade financeira como principal obstáculo.
Já os responsáveis mais velhos relatam falta de tempo e dificuldade em lidar com o comportamento dos pets.
Adoção de pets

Apoio e orientação são chave para evitar abandono

Um dado chama atenção: 87% dos entrevistados acreditam que suporte e orientação após a adoção são fundamentais para evitar o abandono.
Entre as principais demandas estão:
- consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%);
- campanhas educativas sobre posse responsável (55%).
O levantamento aponta um caminho claro: ampliar o acesso à saúde veterinária e investir em educação são medidas decisivas para garantir o bem-estar dos animais e a continuidade das adoções.

Histórias de adoção ganham espaço em exposição virtual

A iniciativa “A Vida que Compartilhamos”, criada em parceria com o Museu da Pessoa, reúne relatos que mostram o impacto transformador da convivência com cães e gatos.
A proposta é destacar como os pets vão além da companhia: eles influenciam relações, ajudam a enfrentar momentos difíceis e até redefinem o conceito de família ao longo das gerações.