Adoção Consciente
Pedro Santos
Pedro Santos
| 06-05-2026
Equipe de Animais · Equipe de Animais
Adoção Consciente

Protagonismo feminino na causa animal

Se um cão ou gato ganhou um novo lar no Brasil, há grandes chances de essa história ter passado pelas mãos de uma mulher.
Um estudo da GoldeN em parceria com a Opinion Box (caixa de opiniões) reforça esse cenário: 68% das mulheres afirmam já ter adotado um pet, contra 55% dos homens.
O dado confirma o papel central delas não só na adoção, mas também no resgate de animais em situação de rua — uma liderança que vem se consolidando nos últimos anos.

Entre o cuidado e os desafios diários

Apesar do protagonismo, a experiência de adoção tem se tornado mais complexa. O estudo mostra que homens e mulheres encaram obstáculos diferentes na posse responsável.
Para eles, o principal entrave é financeiro: 51% apontam o impacto no orçamento como maior dificuldade. Já entre as mulheres, a principal preocupação está no bem-estar do animal, especialmente em relação ao comportamento — citado por 48% como o maior desafio.
A diferença revela abordagens distintas: enquanto os homens tendem a focar nos custos, as mulheres se dedicam mais à adaptação emocional e à integração do pet à família.

Preocupações em alta

A comparação com o ano anterior traz um sinal de alerta. Em 2026, o receio das mulheres com a adaptação dos animais cresceu 5 pontos percentuais.
Além disso, os custos inesperados também passaram a pesar mais. Os gastos não planejados com a saúde dos pets aumentaram 7%, indicando que a responsabilidade financeira, mesmo não sendo a principal preocupação, está se tornando mais presente.

Empatia que vira ação

A pesquisa também evidencia uma maior sensibilidade feminina em relação a questões sociais dentro da causa animal.
65% das mulheres reconhecem o preconceito contra animais sem raça definida (SRD), os populares vira-latas — número superior aos 55% entre os homens.
Mas o destaque não está apenas na percepção do problema, e sim na busca por soluções. Para 62% das mulheres, o caminho mais eficaz para combater o abandono está na educação sobre posse responsável.
Já entre os homens, a preferência recai mais sobre incentivos financeiros, apontados por 60% como alternativa.
Adoção Consciente

Mais do que adoção, responsabilidade

Segundo Felipe Mascarenhas, head de marketing da GoldeN, os dados refletem uma realidade já observada no dia a dia.
“A mulher não apenas decide adotar, mas assume a responsabilidade emocional pelo bem-estar do animal”, afirma. Ele também destaca que elas tendem a valorizar mais a educação e a conscientização como caminhos para reduzir o abandono.

Um compromisso que cresce

O estudo revela um cenário de forte conexão entre mulheres e a causa animal, mas também de desafios crescentes.
Em meio a múltiplas responsabilidades, a mulher brasileira segue como peça-chave na transformação desse cenário, buscando informação, suporte e melhores condições para garantir qualidade de vida aos pets.
Ao mesmo tempo, os dados deixam claro: junto com a empatia, cresce também a necessidade de um ecossistema mais preparado — com orientação, apoio e maior conscientização coletiva.