Bolinho de Rio Preto
Isabela Costa
Isabela Costa
| 08-05-2026
Equipe de Alimentação · Equipe de Alimentação
Bolinho de Rio Preto

Uma homenagem saborosa à cidade

São José do Rio Preto celebra 174 anos com uma criação especial que une memória afetiva e gastronomia regional. Para marcar a data comemorativa, o chef Alexandre Vilella desenvolveu uma receita que traduz o jeito rio-pretense de celebrar: reunindo amigos, sabores e tradição em um único prato.

A criação do chef

Desafiado a criar algo que representasse o espírito da cidade, o chef contou que passou por várias ideias até chegar ao resultado final. A inspiração veio de um ingrediente muito presente na região: a linguiça cuiabana.
Segundo Alexandre, a proposta era trazer algo autêntico e, ao mesmo tempo, inédito.
A ideia do bolinho surgiu ao perceber que ainda não existia uma versão que valorizasse esse sabor tão característico do interior paulista.
A partir disso, ele adaptou uma receita já conhecida e deu vida ao “19 de março”, nome escolhido em referência à data de fundação do município.

O sabor da tradição caipira

A famosa linguiça cuiabana, que serve de base para a inspiração do prato, surgiu na década de 1950 no interior paulista e se tornou presença constante em churrascos e encontros familiares. Mais do que um alimento, ela representa parte da cultura gastronômica da região.
Para traduzir esse sabor no bolinho, o chef apostou em ingredientes que remetem à culinária caipira e ao cotidiano local.
Bolinho de Rio Preto

Ingredientes que contam uma história

Entre os principais componentes da receita estão:
- 🥩 carne bovina;
- 🧀 queijo fresco;
- 🥛 leite;
- 🌿 cheiro-verde;
- 🌶️ pimenta.
A combinação resulta em um bolinho cremoso por dentro, com sabor marcante e forte identidade regional.

Boteco, memória e identidade

Mais do que uma receita, o “19 de março” busca representar a cultura dos encontros em bares e botecos, tão presentes no dia a dia da cidade. Para o chef, o prato é também uma forma de resgatar tradições da culinária do interior e valorizar ingredientes locais.
“É uma comida que carrega nossa identidade. Tem o sabor da roça, do interior e da convivência entre pessoas”, destacou Alexandre.
A expectativa é que o bolinho conquiste o público e se torne mais um símbolo gastronômico da cidade, unindo tradição, criatividade e o espírito festivo de Rio Preto.