Peixe na Páscoa
André Costa
André Costa
| 11-05-2026
Equipe de Alimentação · Equipe de Alimentação
Peixe na Páscoa

O sabor do mar na Páscoa

Na Páscoa, os peixes e frutos do mar ganham protagonismo nas mesas brasileiras.
Mais do que tradição, o momento também é uma oportunidade para valorizar ingredientes frescos e formas simples de preparo.
O chef Dário Costa, vencedor do programa “Mestre do Sabor” e especialista em pescados, defende justamente essa ideia: cozinhar bem começa na escolha do ingrediente e não em técnicas complexas.

Uma cozinha conectada ao mar

Criado em Santos, no litoral paulista, Dário construiu sua trajetória profissional com os pés (e o olhar) voltados para o mar. Essa ligação direta com pescadores e fornecedores moldou seu estilo de cozinha, baseado em frescor, sazonalidade e respeito à cadeia da pesca local.
“Conhecer quem produz e entender essa cadeia muda tudo na cozinha. Isso inspira e facilita o trabalho”, afirma o chef.
À frente do restaurante Paru, ele aposta em uma proposta mais acessível, que ele define como um “fast food do mar”, descomplicando o consumo de frutos do mar e aproximando o público desse universo.

O segredo está no ingrediente

Para o chef, não é necessário dominar técnicas avançadas para preparar um bom peixe. O ponto central é a qualidade do produto.
“Se o ingrediente é bom, é muito difícil errar”, resume Dário.
Na hora da compra, alguns sinais ajudam a identificar o frescor: olhos brilhantes, carne firme, guelras avermelhadas e barriga consistente.
Peixe na Páscoa

Peixes menos conhecidos e mais acessíveis

Para quem busca economizar sem abrir mão do sabor, o chef recomenda apostar em espécies menos populares, mas abundantes no litoral brasileiro.
Entre as opções indicadas estão:
• corvina;
• carapau;
• guaivira;
• bicuda;
• galo;
• carapeba;
• pampo;
• cabrinha;
• betara;
• roncador.
Além de mais acessíveis, esses peixes ajudam a valorizar a pesca local e ampliar o consumo consciente.

Erros comuns e cuidados no preparo

Um dos principais erros, segundo o chef, acontece antes mesmo do cozimento: lavar o peixe. A prática pode prejudicar a textura e o resultado final.
Outro cuidado importante é deixar o peixe secando na geladeira por cerca de uma a duas horas antes do preparo, sem contato com outros alimentos. Isso ajuda a garantir melhor textura na hora de cozinhar.

Menos complicação, mais sabor

Na cozinha, a regra é simplicidade. Preparos básicos já são suficientes para valorizar o sabor natural do peixe.
“Peixe na brasa com sal e azeite já resolve tudo”, diz o chef.
Para quem tem menos experiência, ele recomenda começar pelos filés, que são mais fáceis de preparar e exigem menos técnica. Uma grelha simples em fogo médio já é suficiente para um bom resultado.

Um estilo de vida ligado ao mar

A relação de Dário com a pesca vai além da cozinha. Sua vivência no litoral permitiu um contato direto com o ecossistema marinho e influenciou sua forma de cozinhar, respeitando a sazonalidade e o que está em melhor momento de consumo.
Esse olhar também guiou seus projetos gastronômicos, como o restaurante Paru, localizado no Mercado do Peixe de Santos, que aposta em um formato informal e acessível.
“A ideia é aproximar as pessoas do peixe no dia a dia, de forma simples e sem mistério”, explica.

Do mercado à mesa

O chef também criou iniciativas como o Açougue do Mar, voltado à venda de peixes porcionados, facilitando o preparo em casa e reduzindo desperdícios.
A proposta é clara: tornar o consumo de frutos do mar mais prático, acessível e conectado à rotina das pessoas.
No fim, a filosofia de Dário Costa reforça uma ideia simples, mas poderosa: cozinhar peixe não precisa ser complicado — precisa ser fresco, direto e respeitoso com o ingrediente.