Centauro biônico
Fernanda Rocha
| 12-05-2026

· Equipe de Astronomia
Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, em Shenzhen, na China, desenvolveram um dispositivo vestível que parece saído da ficção científica.
Um robô que adiciona duas pernas mecânicas ao corpo humano, criando uma espécie de “centauro biônico”.
O equipamento transforma o usuário em uma configuração quadrúpede híbrida entre homem e máquina, com o objetivo principal de facilitar o transporte de cargas pesadas durante a caminhada.
Um novo tipo de assistência robótica
Diferente dos exoesqueletos tradicionais, que são fixados diretamente nas pernas do usuário, o sistema chinês utiliza uma estrutura apoiada nas costas por meio de uma interface elástica.
Na prática, o robô assume grande parte do peso e auxilia na movimentação, enquanto a pessoa mantém um padrão de caminhada relativamente natural.
As pernas mecânicas adicionais trabalham em sincronia com o corpo humano, acompanhando velocidade e direção.
Menos esforço, mais eficiência
Os testes realizados com o dispositivo mostraram resultados promissores. Quando os participantes carregaram uma carga de 20 quilos, houve uma redução de aproximadamente 35% no gasto de energia metabólica durante a atividade.
Além disso, a pressão exercida sobre os pés caiu cerca de 52% em comparação com a caminhada sem assistência.
O sistema redistribui o esforço físico, aliviando o corpo humano durante o transporte de peso.
Enquanto o robô realiza o trabalho mecânico mais intenso, o usuário se concentra principalmente no equilíbrio e na orientação do movimento.
Aplicações práticas no futuro
A equipe responsável acredita que a tecnologia pode ter usos importantes em diferentes áreas. Entre as principais aplicações estão logística militar, operações de resgate e transporte industrial.
Nesses contextos, a capacidade de carregar cargas pesadas com menos esforço físico pode fazer diferença em eficiência e segurança.
O estudo foi publicado na revista científica The International Journal of Robotics Research e reforça o avanço das tecnologias vestíveis que buscam integrar cada vez mais o corpo humano e sistemas robóticos.