SUS Inteligente
Gustavo Rodrigues
Gustavo Rodrigues
| 18-05-2026
Equipe de Astronomia · Equipe de Astronomia

Governo lança rede de hospitais inteligentes no SUS

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (7) a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, um projeto que promete modernizar o sistema público de saúde com o uso de tecnologias como inteligência artificial e conectividade 5G.
O lançamento ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde Alexandre Padilha, do vice-presidente Geraldo Alckmin e da ex-presidente Dilma Rousseff.
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Tecnologia para acelerar e qualificar atendimentos

A proposta central da iniciativa é tornar o atendimento mais rápido, eficiente e preciso dentro da rede pública de saúde. Segundo o governo, a expectativa é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em casos de urgência e emergência.
Entre as principais tecnologias previstas estão:
• inteligência artificial na triagem de pacientes;
• telemedicina para acesso a especialistas;
• cirurgias com apoio de robôs;
• ambulâncias conectadas com 5G.
Essas ambulâncias poderão enviar dados e sinais vitais dos pacientes em tempo real, permitindo que equipes médicas se preparem antes mesmo da chegada ao hospital.

Hospitais conectados e atendimento integrado

O projeto prevê um sistema totalmente digital, com integração entre hospitais, profissionais de saúde e centros de pesquisa. A ideia é permitir monitoramento contínuo dos pacientes e identificar possíveis agravamentos de forma antecipada.
A sede administrativa da rede ficará em São Paulo, mas a estrutura será distribuída por diversas regiões do país.

UTIs inteligentes em 13 estados

A iniciativa inclui a criação de 14 UTIs inteligentes, distribuídas por 13 estados brasileiros. Essas unidades serão automatizadas e conectadas entre si, formando uma rede nacional de atendimento especializado.
As cidades contempladas incluem capitais e grandes centros como Manaus, Belém, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília, entre outras.
Os primeiros serviços devem começar a operar ainda em 2026.
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Centro de inovação em São Paulo

O principal polo do projeto será o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que funcionará no Hospital das Clínicas da USP.
A estrutura deve atender cerca de 20 mil pacientes por ano e contará com 800 leitos, incluindo UTIs, enfermarias e áreas de emergência, além de salas cirúrgicas voltadas para diferentes especialidades médicas.
O início da operação completa está previsto para 2027.

Investimentos bilionários para modernização

Para viabilizar a rede, o governo garantiu financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), banco do bloco Brics presidido por Dilma Rousseff. O aporte aprovado é de cerca de R$ 1,7 bilhão para implantação do ITMI-Brasil.
Além disso, foi anunciado um investimento adicional de R$ 1,1 bilhão para modernizar o SUS, incluindo compra de equipamentos e melhorias em hospitais.
Ao todo, oito hospitais serão beneficiados nesta primeira fase do projeto, que aposta na tecnologia como base para transformar o atendimento público de saúde no país.