Tecnologia 2026
Mariana Silva
| 18-05-2026

· Equipe de Astronomia
Tecnologias para ficar de olho em 2026
O ano de 2025 marcou uma virada importante no setor de tecnologia. O que antes era tratado como promessa começou, de fato, a fazer parte da rotina das pessoas e das empresas — com destaque absoluto para a inteligência artificial.
A IA deixou de ser apenas um recurso em chatbots e passou a atuar em diferentes frentes: buscas na internet, compras online, programação, matemática e até na execução de tarefas complexas por meio de agentes autônomos.
Agora, em 2026, especialistas ouvidos apontam que o foco não será mais a descoberta dessas tecnologias, mas sim sua consolidação no dia a dia.
2025 abriu caminho para 2026
Segundo especialistas, 2025 foi um ano de testes, ajustes e expansão. A inteligência artificial avançou para áreas como varejo, entretenimento, programação e mecanismos de busca, enquanto os chamados agentes autônomos ganharam força como uma das grandes apostas do setor.
Além disso, a robótica também avançou rapidamente, com disputas entre Estados Unidos e China no desenvolvimento de robôs humanoides. Outras áreas como realidade mista, chips semicondutores e direção autônoma também evoluíram e seguem em destaque.
Para o CEO da Ikatec, Edson Alves, 2026 será menos sobre revolução e mais sobre consolidação: tecnologias já conhecidas serão aplicadas em escala real, especialmente a IA.
Inteligência artificial se torna essencial
A principal tendência para 2026 segue sendo a inteligência artificial. De acordo com especialistas, a tecnologia deixará de ser experimental e passará a ser parte estrutural das empresas.
• IA integrada às operações de negócios;
• uso em setores como finanças, saúde, varejo e agronegócio;
• ferramentas mais especializadas por área.
Para especialistas, a IA deixa de ser um “departamento de inovação” e passa a ser infraestrutura essencial. Além disso, o uso será cada vez mais direcionado, com soluções específicas para cada setor.
Também há expectativa de evolução dos sistemas, com maior capacidade de aprendizado contínuo, memória de longo prazo e assistência mais personalizada ao usuário.
Robôs, AGI e novas fronteiras
Os robôs humanoides devem continuar evoluindo em 2026, com mais autonomia, integração com IA e capacidade de executar tarefas complexas. No entanto, o uso doméstico em larga escala ainda enfrenta barreiras regulatórias e de segurança.
Outro tema em debate é a chamada AGI (Inteligência Artificial Geral), uma tecnologia ainda teórica que buscaria replicar a inteligência humana. Embora grandes empresas apostem nesse avanço, especialistas consideram que ele ainda não deve se concretizar neste ano.
Computação quântica e chips avançam
A computação quântica também segue como uma das áreas mais promissoras — embora ainda distante de uma adoção ampla. Grandes empresas como Google, Microsoft e IBM continuam investindo pesado no setor.
Alguns especialistas acreditam que aplicações práticas podem surgir em áreas específicas, como finanças e farmacêutica, principalmente via serviços em nuvem. Outros, porém, afirmam que o avanço real ainda deve levar mais tempo.
Já no setor de semicondutores, a disputa global deve se intensificar, com mais empresas entrando no mercado e a tecnologia se tornando cada vez mais presente em dispositivos do dia a dia.
Tecnologia mais presente no cotidiano
A tendência geral para 2026 é clara: a tecnologia estará mais integrada ao cotidiano.
Entre os destaques estão:
• expansão da realidade mista em setores como educação e varejo;
• crescimento da Internet das Coisas na indústria e logística;
• avanço da computação em borda (Edge Computing);
• mais automação com agentes inteligentes.
Essas tecnologias devem funcionar cada vez mais de forma integrada, conectando dispositivos, sistemas e serviços em tempo real.
E o papel dos humanos?
Mesmo com tantos avanços, especialistas reforçam que o papel humano continua essencial. A tecnologia deve automatizar tarefas repetitivas, mas atividades como validação de dados, tomada de decisão e pensamento crítico permanecem sob responsabilidade das pessoas.
Além disso, novas funções devem surgir, como curadores de dados, engenheiros de IA e especialistas em auditoria de sistemas inteligentes.
Habilidades como criatividade, empatia e pensamento analítico devem ganhar ainda mais valor no mercado de trabalho, já que complementam aquilo que a tecnologia ainda não consegue substituir.