Dirija Melhor
Amanda Fernandes
Amanda Fernandes
| 24-08-2026
Equipe de Veículos · Equipe de Veículos
A faixa da esquerda parece rápida. Parece progresso. E, para muitos motoristas, parece ser o único lugar que vale a pena ocupar.
Mas existe um detalhe importante — a maior parte dos acidentes em rodovias acontece justamente ali. Não no meio. Nem à direita. Na faixa da esquerda, onde todos estão em maior velocidade e as rotas de escape praticamente desaparecem.
Editores especializados, que passam a carreira ao volante e participam anualmente de cursos de direção de alta performance, reuniram uma lista de dicas pouco conhecidas para evitar acidentes. Não são as orientações básicas aprendidas na autoescola. São lições adquiridas após anos de experiência real nas estradas.

Fique à direita e mantenha opções

A faixa central ou a da direita oferece mais alternativas. Se algo der errado à frente — um carro freando bruscamente, objetos na pista ou uma mudança repentina de faixa — você ainda pode ir para a direita ou usar o acostamento.
Na faixa da esquerda isso praticamente desaparece. Não há muito para onde ir além de seguir em frente ou se aproximar do canteiro central. Além disso, dirigir constantemente nessa faixa também aumenta sua visibilidade para a fiscalização rodoviária.
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Olhe mais longe do que imagina

A maioria dos motoristas observa apenas o carro imediatamente à frente. Isso é pouco.
Quando algo acontece além desse veículo, quase não sobra tempo para reagir. Em vez disso, acostume-se a observar os carros dois ou três veículos adiante. Preste atenção nas luzes de freio.
Quando vários carros acendem as luzes ao mesmo tempo, algo está acontecendo e você ainda terá alguns segundos extras para responder. Isso pode mudar tudo.

Pontos cegos existem e os espelhos não resolvem tudo

Ajustar corretamente os espelhos laterais e o retrovisor é importante. Mas depois disso, vire a cabeça e olhe diretamente para a faixa ao lado antes de mudar de direção.
Os espelhos deixam áreas sem cobertura. Sempre existe um espaço onde uma moto, um carro pequeno ou até um ciclista pode ficar escondido.
Também vale lembrar que caminhões e veículos grandes possuem pontos cegos enormes. O ideal é reduzir o tempo em que você permanece nessas áreas.

Mãos nas posições 9 e 3

Dirigir com uma mão no topo do volante ou com as duas apoiadas embaixo são hábitos comuns que parecem inofensivos até surgir uma emergência.
Quando um pneu falha ou aparece um obstáculo repentino, os reflexos entram em ação.
A posição das mãos em 9 e 3 — como em um relógio — oferece o máximo controle da direção e mantém os braços prontos para uma manobra rápida e precisa de desvio. Em situações de emergência, isso faz diferença.
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Observe o carro, não apenas a estrada

Um veículo amassado, com vidros sujos e um motorista oscilando dentro da faixa não é apenas uma observação aleatória — é informação.
Uma aparência mal cuidada pode indicar falta de atenção do proprietário, o que muitas vezes também significa falta de atenção ao dirigir.
Desvios constantes dentro da faixa costumam indicar distração ou cansaço. Quando um veículo demonstra esses sinais, a atitude mais inteligente é manter distância. Dê espaço. Deixe seguir.
A faixa da esquerda parece representar avanço, mas avançar não significa nada quando o espaço acaba.
Pequenos hábitos salvam vidas: permanecer mais na faixa central ou direita, olhar dois carros à frente, verificar os pontos cegos virando a cabeça, manter as mãos em 9 e 3 e observar o comportamento dos outros motoristas antes que aconteça um erro.
Nada disso exige mais tempo. Exige apenas atenção.
Na próxima vez que dirigir, experimente adotar um hábito novo. Depois outro. Com o tempo, eles se tornam automáticos.
E hábitos automáticos e corretos são o que diferenciam motoristas seguros daqueles que dependem apenas da sorte.