Homens Clima
João Cardoso
João Cardoso
| 12-06-2026
Equipe de Estilo de Vida · Equipe de Estilo de Vida

Uma diferença que chama atenção

Pesquisas recentes têm apontado uma tendência global: homens tendem a se engajar menos do que mulheres em temas ligados à crise climática.
O fenômeno já é conhecido por especialistas como uma espécie de “lacuna de gênero verde”, que descreve diferenças na preocupação e na participação em ações ambientais.
O dado não indica falta de impacto, mas diferenças de comportamento e percepção.

Menos preocupação entre homens em países ricos

Segundo especialistas citados em estudos sobre o tema, essa diferença fica ainda mais evidente em países mais ricos. À medida que a renda aumenta, a preocupação ambiental entre mulheres tende a crescer ou se manter estável, enquanto entre homens ocorre o movimento contrário.
O resultado é um aumento da distância entre os gêneros no engajamento climático.

Identidade masculina e política no debate climático

Pesquisadores apontam que parte dessa diferença pode estar ligada a fatores culturais e políticos. Em alguns contextos, o debate climático passa a ser associado a disputas ideológicas, o que pode influenciar a forma como diferentes grupos reagem ao tema.
Narrativas que envolvem custos econômicos ou mudanças de estilo de vida também pesam nessa percepção.
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O papel da chamada “masculinidade petro”

Alguns estudos descrevem um conceito conhecido como “petromasculinidade”, que relaciona identidade masculina a combustíveis fósseis, veículos e estilos de vida de alto consumo energético.
Essa associação pode dificultar a adesão de parte dos homens a mudanças ambientais.

Quando a abordagem muda, o engajamento cresce

Especialistas defendem que a forma de comunicação pode fazer diferença. Em vez de mensagens centradas em culpa, abordagens que destacam propósito, autonomia e benefícios práticos tendem a gerar mais engajamento masculino.
Exemplos incluem economia de combustível, independência energética e soluções tecnológicas.
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Um desafio de comunicação e cultura

Para os pesquisadores, o desafio não é apenas ambiental, mas também social. Entender como normas culturais influenciam o comportamento pode ser decisivo para ampliar o envolvimento de todos os grupos na crise climática.
No centro da discussão está uma pergunta simples: como tornar a ação climática mais inclusiva?