Desmate Amazônia
Ana Pereira
Ana Pereira
| 15-06-2026
Equipe de Estilo de Vida · Equipe de Estilo de Vida

Concentração do desmatamento chama atenção

Um relatório da Funai revela que apenas 13 terras indígenas foram responsáveis por 51% de todo o desmatamento registrado em áreas monitoradas na Amazônia em 2025. O dado reforça a concentração da pressão ambiental em poucos territórios, apesar de o cenário geral indicar redução na devastação.
Ao todo, a Funai acompanha 395 terras indígenas na região amazônica.
Desmate Amazônia

Queda geral, mas pressão localizada

O levantamento mostra que o desmatamento por corte raso — quando toda a vegetação é removida — somou cerca de 30,1 mil hectares em 2025, uma queda de 25% em relação ao ano anterior.
Mesmo com a redução, a destruição continua concentrada em áreas específicas da floresta.

Os territórios mais afetados

Segundo o relatório, cerca de 15,3 mil hectares do total desmatado estão concentrados nessas 13 terras indígenas, localizadas principalmente nos estados do Maranhão, Pará, Mato Grosso, Amazonas e Roraima.
Entre elas estão terras como Kayapó, Munduruku, Raposa Serra do Sol e Sararé.
Essas áreas fazem parte do chamado “arco da devastação”, região historicamente pressionada pelo avanço da agropecuária, do garimpo e da exploração ilegal de madeira.

Tipos de impacto ambiental

Além do corte raso, o estudo também contabiliza outros tipos de danos à floresta, como a degradação — quando há exploração parcial da vegetação — e áreas em processo de regeneração que foram afetadas.
Somando todas as categorias, o impacto total chegou a 81,7 mil hectares em 2025.
Apesar disso, o número representa uma queda de 36% em relação a 2024, quando a área atingida foi maior.

Desempenho desigual entre os territórios

O relatório aponta que o comportamento varia entre as terras indígenas: enquanto algumas registraram queda significativa no desmatamento, outras tiveram aumento expressivo no período analisado.
Em alguns casos, a redução passou de 50%, enquanto em outros houve mais que duplicação da área desmatada.
Essa diferença reforça a concentração da pressão ambiental em regiões específicas.
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Desafios para conter a devastação

Técnicos da Funai avaliam que o foco de ações de proteção em áreas mais críticas pode ajudar a reduzir os índices gerais de desmatamento nas terras indígenas.
A estratégia sugerida é concentrar esforços nos territórios mais pressionados.
O cenário reforça que, apesar da melhora geral nos indicadores, a Amazônia ainda enfrenta desafios persistentes em pontos específicos de maior vulnerabilidade.