Frida e Diego
Mariana Silva
| 23-06-2026

· Equipe de Ciências
“Último Sonho de Frida e Diego” chega ao palco do Metropolitan Opera, em Nova York, trazendo uma releitura intensa e visualmente marcante da relação entre os artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera.
A produção conta com direção e coreografia da brasileira Deborah Colker e transforma a história do casal em uma experiência cênica que mistura arte, memória e imaginação.
Ópera em Nova York
Estreia no Met
A ópera é cantada em espanhol e foi apresentada pela primeira vez no Metropolitan Opera House, com sessões que também ganharão transmissão internacional nos cinemas. A obra, composta por Gabriela Lena Frank com libreto de Nilo Cruz, não segue um formato biográfico tradicional, mas aposta em uma narrativa de caráter simbólico e fantástico.
A história se passa em um plano entre vida e morte, no qual Frida e Diego se reencontram em uma espécie de viagem espiritual marcada por referências ao Día de los Muertos e ao imaginário do realismo mágico.
Uma releitura artística
Entre amor e conflito
Na trama, Diego Rivera revive suas memórias enquanto enfrenta seus últimos momentos, sendo confrontado por Frida em uma espécie de reencontro emocional. A relação entre os dois, conhecida por sua intensidade, dores e paixões, é reinterpretada como uma reflexão sobre culpa, amor e redenção.
A direção de Colker reforça o caráter visual da produção, com cenas coreografadas em sintonia com a música e com um cenário que dialoga diretamente com o universo pictórico dos dois artistas.
Arte em cena
Referências visuais e culturais
A montagem aposta em elementos inspirados nas obras de Frida Kahlo, como cores fortes, símbolos do sofrimento físico e espiritual e imagens ligadas à cultura mexicana. O espetáculo também utiliza a dança como linguagem central para traduzir emoções e estados mentais dos personagens.
O resultado é uma fusão entre ópera, teatro e performance, em que a fronteira entre pintura e palco se dissolve ao longo da narrativa.
Produção grandiosa
Deborah Colker no Met
Com mais de 80 pessoas em cena, a produção reforça a assinatura estética de Deborah Colker, conhecida por criar espetáculos que unem movimento, força física e experimentação visual. A montagem também dialoga com o legado de Frida Kahlo, uma das artistas mais influentes do século XX, cuja imagem segue inspirando diferentes formas de arte ao redor do mundo.
Encerramento
A chegada de “Último Sonho de Frida e Diego” ao Metropolitan Opera reforça a atualidade da obra dos dois artistas e mostra como suas histórias continuam gerando novas leituras no cenário cultural internacional.
A produção transforma um relacionamento marcado por intensidade e contradições em um espetáculo contemporâneo, que une música, dança e artes visuais em um mesmo palco.