Copa e lesões
Larissa Rocha
| 01-07-2026

· Equipe de Esportes
Lesões e incidentes médicos que marcaram a Copa do Mundo
A história da Copa do Mundo não é feita apenas de gols e títulos. Ao longo das décadas, lesões graves e incidentes médicos também desempenharam um papel decisivo no destino de seleções inteiras e de grandes estrelas do futebol. Em muitos casos, um único lance foi suficiente para mudar o rumo de uma competição.
Impacto além do campo: algumas dessas situações se tornaram tão marcantes quanto finais e conquistas históricas.
Lesões que mudaram Copas históricas
Em diferentes edições do torneio, episódios envolvendo atletas decisivos alteraram o equilíbrio das competições.
Entre os casos mais lembrados estão a fratura de Robert Jonquet em 1958, que influenciou a semifinal entre Brasil e França, e a lesão de Pelé em 1962, que tirou o craque do restante do Mundial no Chile.
Outro episódio marcante ocorreu em 1982, quando o francês Patrick Battiston sofreu uma entrada violenta do goleiro Harald Schumacher, em um dos lances mais controversos da história das Copas.
Goleiros, choques e momentos decisivos
As Copas também foram palco de acidentes dramáticos com goleiros e jogadores-chave.
Em 1990, o argentino Nery Pumpido sofreu uma fratura na perna ainda na fase de grupos, abrindo espaço para a ascensão do reserva Sergio Goycochea, que se tornaria herói improvável da campanha vice-campeã.
Esses episódios mostram como uma lesão pode redefinir completamente o destino de uma seleção dentro do torneio.
Casos recentes e impactos globais
Na era moderna, os incidentes continuam a chamar atenção mundial.
Em 1998, o caso de Ronaldo antes da final contra a França gerou grande repercussão após o jogador sofrer uma convulsão horas antes da partida, levantando dúvidas sobre sua condição física.
Já em 2006, o inglês Michael Owen rompeu o ligamento cruzado anterior logo no início de uma partida, uma das lesões mais graves do futebol, que comprometeu o restante de sua carreira em alto nível.
2014 e 2018: decisões e sacrifícios
Em 2014, o Brasil viu seu principal jogador, Neymar, deixar a Copa após uma fratura na coluna causada por uma entrada dura nas quartas de final contra a Colômbia, um episódio que marcou profundamente a campanha da seleção.
Já em 2018, o francês Samuel Umtiti entrou em campo mesmo com problemas no joelho, optando por não passar por cirurgia para não perder o Mundial. O sacrifício ajudou a França a conquistar o título, mas teve consequências duradouras para sua carreira.
2022: acidentes até entre companheiros
Na Copa mais recente, um dos episódios mais chocantes envolveu o saudita Yasser Al-Shahrani, que sofreu uma grave lesão facial após um choque com o próprio goleiro em partida contra a Argentina.
Fogo amigo: o impacto resultou em fraturas no rosto e necessidade de cirurgia de urgência, chamando atenção para a imprevisibilidade dos acidentes no futebol.
Quando o corpo muda a história
Ao longo da história dos Mundiais, fica claro que as Copas do Mundo não são definidas apenas por talento e estratégia. Lesões, choques e situações médicas inesperadas frequentemente alteram o destino de jogadores e seleções inteiras, lembrando que, no futebol, o fator humano também é decisivo.
No fim das contas: cada Mundial carrega histórias em que a saúde foi tão determinante quanto o próprio jogo.