Viajar na gravidez
Pedro Santos
| 07-08-2026

· Equipe de Viagens
O que considerar antes de viajar na gravidez
Viajar durante a gestação é possível, desde que alguns cuidados importantes sejam observados antes do embarque.
Além de avaliar as condições de saúde da gestante, é fundamental conhecer as exigências das companhias aéreas, que variam conforme o tempo de gestação e o tipo de gravidez.
Embora cada empresa tenha suas próprias regras, todas adotam medidas voltadas à segurança da mãe e do bebê durante a viagem.
Consulta médica é o primeiro passo
Avaliação profissional é indispensável
Antes de comprar as passagens ou definir o roteiro, a gestante deve consultar o médico responsável pelo pré-natal. O profissional avaliará se a viagem é recomendada, levando em consideração fatores como a idade gestacional, se a gravidez é simples ou múltipla e a existência de condições consideradas de risco.
Em casos específicos, principalmente em gestações de maior risco, também pode ser necessário encaminhar previamente a documentação médica para análise da companhia aérea, respeitando os prazos estabelecidos por cada empresa.
Quando o atestado médico é necessário
As exigências variam conforme a companhia aérea
A obrigatoriedade do atestado depende da empresa, do tipo de gestação e da quantidade de semanas de gravidez.
Em geral, o documento deve informar o nome e o registro profissional do médico, a idade gestacional na data do voo, a autorização expressa para a viagem, além da assinatura e do carimbo do profissional.
Nos voos internacionais, algumas companhias também exigem que o atestado seja traduzido oficialmente para o idioma do país de destino.
Cuidados importantes antes do embarque
Respeitar prazos evita contratempos
Outro ponto essencial é observar a validade do atestado médico. Dependendo da companhia aérea, o documento deve ser emitido poucos dias antes da viagem. Também é importante lembrar que a referência utilizada pelas empresas é sempre a idade gestacional no dia do voo.
Além disso, o embarque costuma não ser recomendado nos dias que antecedem ou sucedem a data prevista para o parto. Já os recém-nascidos normalmente só podem viajar após completar sete dias de vida e, em casos de prematuridade, pode ser necessária a apresentação de documentação médica específica.
LATAM estabelece regras conforme a gestação
Documentação passa a ser exigida a partir da 30ª semana
Na LATAM, gestantes com gravidez simples podem viajar sem atestado até a 29ª semana. Entre a 30ª e a 35ª semana, o documento deve ser apresentado no aeroporto. Da 36ª à 38ª semana, é necessário encaminhar o atestado previamente para análise da área médica da companhia.
Para gestações múltiplas ou classificadas como de alto risco, as exigências começam mais cedo. Entre a 30ª e a 31ª semana, o atestado deve ser apresentado no embarque, enquanto da 32ª à 38ª semana a documentação precisa ser enviada antecipadamente. A partir da 39ª semana, o embarque não é permitido para nenhum tipo de gestação.
Regras adotadas pela GOL
Exigências aumentam conforme a evolução da gravidez
Na GOL, gestantes com gravidez simples podem viajar sem documentação até a 29ª semana. Entre a 30ª e a 35ª semana, é necessário apresentar atestado médico válido por até 30 dias. Da 36ª à 37ª semana, além do atestado, a empresa exige uma declaração de responsabilidade assinada pela passageira.
A partir da 38ª semana, o embarque só ocorre em situações excepcionais e com acompanhamento médico. Para gestações múltiplas ou de alto risco, o mesmo cronograma é aplicado, mas as exigências passam a valer a partir da 30ª semana.
Como funcionam as regras da Azul
Formulários específicos fazem parte do processo
Na Azul, não há exigência de documentação até a 29ª semana de gestação. Entre a 30ª e a 35ª semana, é necessário apresentar atestado médico acompanhado do formulário específico para gestantes da companhia.
Da 36ª à 38ª semana, a passageira deve encaminhar o formulário MEDIF para avaliação da equipe médica antes da viagem. Nas gestações múltiplas ou de alto risco, essas exigências também passam a valer mais cedo, seguindo os critérios definidos pela empresa.
Alguns destinos possuem restrições próprias
Normas locais também devem ser observadas
Além das regras das companhias aéreas, alguns destinos contam com restrições específicas para gestantes.
Em Fernando de Noronha, por exemplo, mulheres grávidas não podem embarcar para a ilha a partir da 28ª semana devido às limitações da estrutura de atendimento médico local. Inclusive, as próprias moradoras são encaminhadas para Recife antes desse período, com as despesas custeadas pelo Estado até o nascimento do bebê.
Na Argentina, o embarque é permitido até a 38ª semana mediante apresentação de atestado médico recente. A partir da 39ª semana, a viagem não é autorizada.
Já no Peru, o embarque deixa de ser permitido após a 36ª semana. Entre a 28ª e a 32ª semana, o atestado deve ser apresentado no aeroporto. Da 32ª à 36ª semana, a documentação precisa ser enviada previamente para análise da equipe médica da LATAM.
Gestantes têm direito a atendimento preferencial
Companhias oferecem assistência durante toda a viagem
As principais companhias aéreas disponibilizam atendimento preferencial às gestantes desde o momento do check-in. O serviço pode incluir auxílio no embarque, prioridade nas filas, indicação de assentos mais confortáveis, como os próximos aos banheiros, e assistência para passageiras com dificuldades de locomoção.
Quando necessário, também é oferecido apoio com cadeira de rodas e transporte adequado até a aeronave, além de acompanhamento especial por parte da tripulação durante o voo.
Planejamento garante uma viagem mais tranquila
Organização reduz imprevistos no embarque
Antes de viajar, é importante manter todos os documentos médicos organizados e verificar se eles estão dentro do prazo de validade exigido pela companhia aérea. Qualquer divergência pode resultar na recusa do embarque por questões de segurança.
Também é recomendado utilizar roupas e calçados confortáveis, movimentar-se durante voos mais longos e solicitar auxílio sempre que necessário. Com planejamento, acompanhamento médico e atenção às normas de cada companhia, é possível realizar a viagem com mais tranquilidade e segurança para a gestante e o bebê.